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Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

"Florir Portugal" está a contagiar o país

Dezenas de aldeias, vilas e cidades aderiram ao movimento 'Florir Portugal', destinado a incentivar as populações a colocarem flores nas janelas, varandas e espaços públicos, promovendo um maior cuidado com a limpeza e o ambiente.

 

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«Este ano devemos chegar às 40 adesões», disse à Lusa António Romano, promotor da iniciativa "Eva Dream, Florir Portugal", que em cada localidade adota uma designação própria.

 

O projeto, sem fins lucrativos, foi pensado em 2009, deu origem a um livro e acabou por consolidar-se no ano passado, com 24 adesões, entre as quais Cascais, Sesimbra, Setúbal, Beja, Viana do Castelo e Braga.

 

O município de Mafra foi dos mais entusiastas, com a participação de todas as juntas de freguesia (11). A Ericeira foi o ´ex-libris´ da iniciativa.

 

Caixas de fruta e pneus usados foram transformados em floreiras, incentivando também à reciclagem de materiais que habitualmente acabam no lixo.

 

Em cada localidade, o projeto ganha vida própria e desenvolve-se de acordo com as especificidades locais. Mafra decidiu ligar as flores à música, evocando os concertos, os órgãos, os carrilhões, numa iniciativa designada "Ecos de Cor, Mafra em Flor".

 

As instituições locais fazem o seu próprio investimento e sensibilização à população.

 

A ideia é inicialmente apresentada por António Romano às instituições, que depois a desenvolvem. «Hoje em dia já são as câmaras que nos procuram para saber o que é preciso fazer para aderir», afirmou o empresário, que lançou o movimento a título particular.

 

Há também uma vertente de atratividade turística e de dinamização do comércio local com a iniciativa, gerando melhores condições de habitabilidade e emprego.

 

Empresário ligado à área da moda e arquiteto de formação, António Romano gostava de ver no interior do país um pouco da dinâmica que o turismo está a gerar em Lisboa e no Porto.

 

«Vejo oportunidades para todos, para os grandes e para os pequenos», preconizou, lembrando o estado de abandono em que se encontrava a baixa de Lisboa há alguns anos.

 

Em 2018, pretende ver Lisboa e Porto aderirem ao projeto: «Lisboa com os bairros floridos e o Porto a responder - bairristas somos nós!».

 

O objetivo é conseguir um avanço integrado por regiões, sensibilizando populações e autarquias. A iniciativa chegou já à Beira Baixa e à Beira Alta e prepara-se atualmente "a mobilização do Alentejo em bloco".

 

No próximo ano, deverá ser abrangido «todo o Algarve», a partir do lançamento em Faro e com o envolvimento da Universidade do Algarve, através de uma parceria, adiantou António Romano.

 

O conceito passa por dar o exemplo a nível institucional, plantando árvores, arbustos e flores no espaço público, disponibilizar as plantas a preço reduzido e depois convidar a população a participar nessa dinâmica.

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