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Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Roteiro “Cidadania em Portugal” nas regiões do Baixo Mondego e Pinhal Litoral

O roteiro «Cidadania em Portugal» cujo objetivo é colocar as comunidades locais a discutir os temas da participação cívica, combate às desigualdades e discriminações - vai estar nas regiões do Baixo Mondego e Pinhal Litoral entre os dias 20 e 25 de fevereiro.

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Com as atividades do Roteiro a decorrerem paralelamente ao projeto Diálogo Inter-Religioso, acrescenta-se agora esta abordagem espiritual, enquadrando a diversidade de credos e promovendo o respeito através do conhecimento.

 

«Cidadania em Portugal» teve início no Dia Municipal para a Igualdade (24 de outubro) e percorrerá o País até ao dia 30 de julho.

 

Devido ao número crescente de solicitações pelos parceiros locais, o Roteiro intensificará o seu ritmo, com maior número de atividades.

 

No seu percurso estão já mais de 160 municípios de Portugal continental e regiões autónomas. A rede de parcerias envolve autarquias, organismos da Administração Pública e organizações da economia social e solidária.

 

A equipa do «Cidadania em Portugal» percorre o País numa carrinha equipada com recursos lúdico-pedagógicos, que apoiam a dinamização das atividades propostas pelas redes locais.

 

O Roteiro resulta de uma parceria do Governo com da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Local.

Carpeada mostra usos e costumes das gentes de Castro Laboreiro

No próximo dia 22 de fevereiro, os utentes do Centro de Dia de Castro Laboreiro, em Melgaço, vão recriar uma Carpeada – transformação da lã depois de tosquiada e lavada, até à obtenção do fio.

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Uma representação de usos e costumes das gentes de Castro Laboreiro que acontece na Casa da Cultura, pelas 14h30.

 

«Antigamente, quando ainda o comunitarismo era uma prática constante, os vizinhos juntavam-se em casa uns dos outros para fazerem o processo de transformação da lã que, depois de lavada e seca, era preparada até obter o fio», conta Elisabete Lima, organizadora da ação, confessando que «durante a CARPEADA havia momentos de pausa onde as pessoas dançavam e no final tinham um pequeno lanche: pão com chocolate e uma maçã».

 

Antes da recriação do momento, pelas 14h45, os utentes irão visualizar um documentário sobre Castro Laboreiro na década de 70. E para cumprir a tradição, a meio da Carpeada haverá baile entre os participantes.

 

No âmbito desta tradição, a Casa da Cultura tem também patente a exposição temporária ‘O Ciclo da Lã’, até ao dia 1 de março.

 

A mostra representa as fases do processo e transformação da lã: «a lã desde sempre que está associada às zonas de montanha e aos pastores, e em Melgaço não é exceção», afirma Elisabete Lima.

Feitur regressa a Vila Nova de Milfontes em junho

A FEITUR - Feira Nacional de Turismo Desportivo e de Natureza está agenda para os dias 16, 17 e 18 de junho, em Vila Nova de Milfontes, junto à Praia da Franquia.

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As inscrições para os expositores interessados decorrem entre os dias 1 de março e 30 de abril.

 

O evento será promovido pelo Município de Odemira, em parceria com a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e com o apoio da Junta de Freguesia de Vila Nova de Milfontes.

 

O objetivo passa por promover e afirmar o Alentejo e Odemira em particular, como destino privilegiado para o Turismo Desportivo e de Natureza.

 

Serão evidenciadas as atividades na natureza, como passeios de barco no rio e no mar, canoagem, caminhadas, BTT, mergulho ou surf. A FEI~TUR contará com apresentação de unidades de alojamento e de empresas de animação turística, exposição de produtos agroalimentares e mostra de artesanato local, a par de um intenso programa de animação.

Escritora inglesa inclui Bragança em livro

A escritora inglesa, Emma Higgins, vai incluir a cidade de Bragança e a aldeia comunitária de Rio de Onor no seu projeto turístico “Gotta Keep Moving” (GKM).

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De visita ao Concelho de Bragança, a 3 de fevereiro, a escritora britânica fez questão de incluir a região nordestina na sua viagem a Portugal, pelas suas «paisagens fantásticas e património único».

 

O projeto “GKM” de Emma Higginis, que já percorreu mais de 30 países desde 2010, é seguido por mais de 10 mil pessoas nas redes sociais e conta com várias publicações em livro.

 

A escritora britânica escolheu Bragança como um dos pontos de referência para o seu trabalho sobre Portugal, que será editado em livro em 2017.

 

Além dessa publicação, a britânica irá dar a conhecer no seu website e redes sociais um diário das suas vivências no Nordeste Transmontano que poderá seguir aqui.

Entrudo tradicional tem futuro assegurado nos meios rurais

O Entrudo tradicional tem o futuro assegurado pelas novas gerações, embora resista apenas nos meios rurais, em algumas zonas de Portugal. É esta a opinião de alguns investigadores ouvidos pela Lusa.

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«Manter-se-ão pelo menos enquanto houver gente nos meios rurais. Naturalmente que o despovoamento a que vimos assistindo é também uma dificuldade acrescida a que se mantenham», considerou Alexandre Parafita, investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

 

Segundo o etnógrafo, nos meios rurais as novas gerações «reveem a sua identidade cultural nestas manifestações», preservando-as, de tal forma que continuam a atrair turistas.

 

«Muitos povos continuam a deslocar-se para estes meios rurais para assistirem aos mais antigos rituais de Entrudo. E alguns, enquanto modelos ativos de património cultural imaterial, figuram como importantes cartazes de turismo cultural», frisou.

 

Alberto Vieira, historiador madeirense do Centro de Estudos de História do Atlântico, lamentou que a «vergonha» de manter o Entrudo tradicional tenha levado ao desaparecimento de muitas tradições, mas considerou que há uma mudança de mentalidades atualmente.

 

«Lamentavelmente, só no tempo presente é que há uma valorização do que é genuíno e popular. No passado, tivemos uma tendência a negar o que era nosso e de aceitar de forma aberta aquilo que era dos outros e foi um pouco isso que aconteceu nos anos 70, não só no Carnaval, mas nas tradições festivas mais importantes», salientou.

 

O Entrudo português influenciou o de outros países colonizados, como o Brasil, mas hoje é o Carnaval brasileiro que domina as manifestações mais mediáticas em Portugal.

 

«O Carnaval português, tal como o vemos nas grandes urbes, é o resultado de uma miscenização civilizacional que colhe influências de outras carnavais do mundo, especialmente do Brasil, pelo que nada de muito substancial o diferencia dos demais», salientou Alexandre Parafita.

 

«Para muitas gerações o Carnaval já não é aquilo que era antigamente o Entrudo, mas é isto que estamos a viver, que é no fundo uma cópia, por vezes mal alinhavada, do Carnaval brasileiro», lamentou Alberto Vieira.

 

É no nordeste transmontano, no interior do país e nas ilhas que se encontram algumas das mais tradicionais comemorações.

 

«O nordeste transmontano é claramente a região onde se mantêm as formas mais originais do Entrudo em Portugal, em especial com as figuras dos caretos de Podence, Ousilhão, Baçal, Varge, Vilas Boas e Salsas», defendeu Alexandre Parafita.

 

Segundo o etnógrafo, os caretos transmontanos utilizam «máscaras demoníacas», que impõem «um misto de terror e diversão», apresentando «evidentes semelhanças com as divindades das festas Lupercais romanas», em honra do deus Pã, também conhecido por Fauno Luperco.

 

Outras manifestações mais dispersas pelo país são inspiradas nas celebrações em honra de Saturno, deus da agricultura, em que era permitido que o poder dos senhores passasse provisoriamente para os escravos.

 

Em Podence (Macedo de Cavaleiros), por exemplo, os caretos, com «máscaras de lata, chocalhos à cintura, fatos de franjas de cores garridas feitas de linho e lã, percorrem os cantos da aldeia, entram e saem pelas janelas das casas e alpendres, trepam aos telhados e arrastam para a rua as raparigas indefesas sujeitando-as ao barulho das chocalhadas e ensaiando com elas rituais eróticos».

 

Em Santulhão, Vimioso, realiza-se o «julgamento do Entrudo», uma alegorização do Entrudo e do seu clã familiar, com bonecos de palha, depois queimados em praça pública, que visa «responsabilizá-los pelas desgraças do inverno».

 

Em Viseu, há caretos, com máscaras esculpidas em madeira de amieiro, em Lazarim (Lamego), enquanto em Cabanas de Viriato, Carregal do Sal, se realiza a "dança dos cus", em que a população dança uma valsa pelas ruas batendo com os traseiros nos dos vizinhos.

 

Na Madeira, no fim de semana antes do Entrudo há Festa dos Compadres, no concelho de Santana - um confronto entre bonecos (o compadre e a comadre), que trocam acusações e no final são queimados como punição, aliviando as tensões sociais.

 

Na terça-feira de Carnaval, o Cortejo Trapalhão percorre as ruas do Funchal, exibindo disfarces e críticas sociais. Na primeira metade do século XX, este cortejo incluía uma batalha de ovos, farinha, água, serpentinas e 'confetti', o que ainda se mantém na ilha de São Miguel, nos Açores, apenas com água, na chamada Batalha das Limas.

 

Também nos Açores, na ilha Terceira, o Carnaval é comemorado com danças e bailinhos, em que grupos de músicos e atores amadores percorrem palcos de toda a ilha, atuando de forma gratuita, com textos em rima e, na maior parte dos casos, com humor e crítica social.

Congresso da APAVT ruma a Macau em 2017

O 43º congresso nacional da APAVT vai ter lugar em Macau, de 23 a 27 de novembro deste ano, constituindo esta Região Administrativa Especial da República Popular da China o destino escolhido para o regresso da magna reunião do Turismo português a destinos estrangeiros, após oito anos em que a associação deu preferência a destinos nacionais.

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A diretora da Direção dos Serviços de Turismo de Macau, Maria Helena de Senna Fernandes, afirmou, em Macau, que «é naturalmente uma honra acolher uma vez mais este importante congresso, realçando o papel de Macau enquanto Centro Mundial de Turismo e Lazer e plataforma de serviço entre a China e os países de língua portuguesa».

 

A dirigente realça ainda a importância deste evento estratégico, ao contribuir simultaneamente para a diversificação da indústria turística de Macau, e para o reforço da estratégia de promoção e de crescimento do número de turistas internacionais.

 

Helena de Senna Fernandes conclui: «temos a certeza de que em cooperação com a APAVT vamos realizar um evento ainda melhor do que os anteriores, numa região que mesmo os que já visitaram dificilmente reconhecerão».

 

Por seu lado, o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, afirma que «o anúncio desta decisão constitui uma enorme alegria para todos nós, encerrando dois significados fundamentais  -  para o outgoing, a certeza de que a atmosfera económica e a dinâmica da procura está agora mais positiva e confiante, permitindo que o congresso volte a atravessar as fronteiras de Portugal; para o incoming, a participação ativa no reforço dos investimentos que privados e tutela estão a realizar no maior mercado emissor mundial».

 

Há quase um decénio que a APAVT não realiza congressos fora de Portugal e Macau será, no histórico dos seus 52 congressos, destino deste evento pela quinta vez.

Folar de Valpaços protegido pela União Europeia

O folar de Valpaços foi certificado pela Comissão Europeia e integrado no registo das indicações geográficas protegidas. Portugal tem 138 produtos certificados.

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O pão macio feito com azeite de Trás-os-Montes, de forma retangular, recheado com carne de porco salgada ou seca, enchidos ou presunto fumado, é confecionado durante a Páscoa.

 

Tradicionalmente, no Domingo de Páscoa, o pároco das freguesias de Valpaços recolhe os folares durante a visita pascal.

 

O folar de Valpaços junta-se agora a outros 138 produtos portugueses já certificados como o capão de Freamunde, a ginga de Óbidos e Alcobaça e o pastel de Tentúgal.

Adega de Vila Real apresenta a maior seleção de vinhos monovarietais do Douro

A Adega de Vila Real apresenta uma seleção exclusiva de vinhos monovarietais, que representa o maior lançamento simultâneo deste tipo, feito a partir das melhores e mais emblemáticas castas do Douro, na Feira de Queijos, Enchidos & Vinhos do Jumbo, até 28 de fevereiro.

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A novidade, agora revelada, chega ao mercado com o packaging Helix, que junta, pela primeira vez, uma garrafa de vidro e uma rolha de cortiça numa solução de elevada performance técnica, que dispensa o uso de saca-rolhas.

 

A nova gama da Adega de Vila Real é composta por seis vinhos, três tintos, dois brancos e 1 Rosé.

 

Para os vinhos tintos, e dada a sua representatividade num contexto duriense e por serem a alma de alguns dos mais famosos vinhos da região, foram selecionadas as castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz que, a partir de agora, podem ser degustadas individualmente.

 

Nos brancos, a escolha foi para a Malvasia Fina e o Rabigato e para o vinho Rosé foi selecionada a casta Touriga Nacional, unanimemente considerada a melhor casta tinta portuguesa.

 

Para Nuno Borges, responsável da Adega Real «os vinhos do Douro tornaram-se famosos como vinhos de lote [mistura de várias castas]. Com este lançamento queremos que os consumidores comecem a conhecer melhor as características distintivas de cada casta e o que cada uma acrescenta à riqueza aromática dos vinhos da região. Tudo isto mantendo os habituais padrões de elevada qualidade e preço acessível que caracterizam os vinhos da Adega de Vilas».