Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Monção promove III Festival do Cordeiro. Ou “Foda à Monção”. Isso mesmo que leu.

A Câmara Municipal de Monção promove o 3º Festival do Cordeiro à Moda de Monção, também conhecido como “Foda à Monção”, em dois fins de semana, 8, 9, 15 e 16 de outubro, com a participação de 21 restaurantes do concelho e um programa complementar que prevê animação musical, workshops para adultos e crianças, provas de cordeiro, demonstrações culinárias e tertúlias gastronómicas.

 

Cordeiro 01.jpg

 

Nesta iniciativa gastronómica, apoiada pela Associação Comercial e Industrial dos Concelhos de Monção e Melgaço, Escola Superior Agrária (IPVC) e Escola Profissional (EPRAMI), os restaurantes participantes, devidamente licenciados na categoria de restauração, prometem confecionar aquele prato tradicional com qualidade, requinte e genuinidade.

 

Assumindo a promoção dos recursos endógenos e diferenciadores do concelho como uma das estratégias do executivo monçanense, este certame gastronómico «tem como finalidade a manutenção da qualidade e a garantia da genuinidade deste prato com história e tradição no concelho de Monção», salienta a autarquia.

 

Inicialmente associado ao consumo familiar em dias festivos, o Cordeiro à Moda de Monção, de arroz pingado e com nome ousado “Foda à Monção”, tornou-se, desde há vários anos, uma referência na gastronomia monçanense. O processo de certificação, em fase final, garantirá a qualidade e autenticidade deste prato obrigatório no roteiro gastronómico local. 

 

“Ó Maria, já meteste a foda?”

 

«A confeção deste prato em alguidar levado ao forno de lenha não só recupera o saber dos nossos antepassados como lhe adiciona um pouco de arte, carinho e profissionalismo das atuais cozinheiras. O nome artístico, digamos assim, reflete bem o caráter afável e bem-disposto dos monçanenses», avança o município.

Alguidares.JPG

 

Reza a história que:


“Os habitantes do burgo, que não possuíam rebanhos, dirigiam-se às feiras para comprar o animal. E, como em todas as feiras, havia de tudo, bons e maus. A verdade é que os produtores de gado, quando os levavam para a feira queriam vendê-los pelo melhor preço e, para que parecessem gordos, punham-lhes sal na forragem, o que os obrigava a beber muita água.


Na feira, apareciam com uma barriga cheia de água e pesados, parecendo realmente gordos. Os incautos que não sabiam da manha compravam aqueles autênticos “sacos de água” e, quando se apercebiam do logro, exclamavam à boa maneira do Minho: “que grande foda!”


O termo tanto se vulgarizou que o prato passou a designar-se, localmente, por Foda à Moda de Monção. De tal modo que é frequente, pelas alturas festivas (Páscoa, Corpo de Deus, Senhora das Dores e Natal ou Fim de Ano) ouvir as mulheres: “Ó Maria, já meteste a foda?”.

Europarc aprova Carta Europeia de Turismo Sustentável “Gata-Malcata, Terras do Lince”

A iniciativa partiu dos municípios de Almeida, Penamacor e Sabugal e contempla um vasto leque de agentes, que se mobilizaram e envolveram naquela que é a certificação que reconhece as estratégias de turismo sustentável em áreas protegidas na Europa.

 

malcata-712x475.jpg

 

A Carta Europeia de Turismo Sustentável ‘Gata-Malcata Terras do Lince’ foi assim validada após vários meses de reuniões/fóruns, preparação do plano de ação e documento estratégico, e após visita do auditor no passado mês de maio.

 

Para os Presidentes das três autarquias – António Baptista Ribeiro, António Luís Beites Soares e António dos Santos Robalo –, este é um passo de extrema importância para a coesão territorial e para o desenvolvimento turístico deste território.

 

«A cooperação e o trabalho em rede que este projeto exige para a sua sustentabilidade têm sido determinantes e espera-se que se perpetuem no tempo, pois o ‘galardão’  é válido por cinco anos e após esse prazo será novamente reavaliado o trabalho. Por agora, os autarcas não só louvam a certificação atribuída pela Fundação EUROPARC, como também sublinham o apoio incondicional dos parceiros e entidades envolvidas, organizados por grupos temáticos, sendo estes os principais dinamizadores e embaixadores da região», salientam.

 

A cerimónia de entrega dos certificados decorrerá nos dias 5 e 6 de dezembro de 2016, no Parlamento Europeu, Bruxelas.

 

Do Plano de Ação da CETS ‘Gata-Malcata Terras do Lince’ fazem parte vários projetos, a cargo dos seguintes executores: Câmara Municipal de Almeida; Câmara Municipal de Penamacor; Câmara Municipal de Sabugal; Territórios do Côa – Associação de Desenvolvimento Regional; ICNF – Instituto de Conservação da Natureza e Florestas/Reserva Natural da Serra da Malcata; ADSI - Agência de Desenvolvimento para a Sociedade da Informação, Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches - Penamacor; Associação de Municípios da Cova da Beira; Associação Empresarial do Sabugal; Associação Iberlinx; Associação Transcudania; Fórum Florestal – Estrutura Federativa da Floresta Portuguesa; Instituto Politécnico da Guarda; Quinta dos Rebolais; Refúgio no Campo; Turismo Centro de Portugal, E.R.; Universidade da Beira Interior, e Viúva Monteiro & Irmão, Lda..

 

Para além destes executores o reconhecimento desta CETS dependeu, necessariamente, da sinergia com outras entidades e projetos de suma relevância no território, como a Associação das Aldeias Históricas de Portugal, o NERGA, a Associação Empresarial da Beira Baixa, a CCDRC, a DRAP-C, o Instituto Politécnico de Castelo Branco, a MEIMOACOOP, CRL, a Pró-Raia, entre outras.

 

De salientar que a gestão, coordenação e monitorização da CETS é assumida pela Territórios do Côa – Associação de Desenvolvimento Regional.

Nazaré vai ter um Museu dedicado ao Peixe Seco

Foi apresentado recentemente o projeto do Museu Peixe Seco da Nazaré (museu vivo).

 

 

dsc_0382_1.jpg

 

A obra terá início a 3 de outubro, devendo ser inaugurada em meados de dezembro.

 

O estendal irá desaparecer e dar lugar a um novo, instalado numa plataforma moderna, e que será elevada à altura da marginal para facilitar a comunicação entre peixeiras e público.

Abrantes: em outubro há Feira Nacional de Doçaria Tradicional

As referências da doçaria nacional voltam a Abrantes nos dias 28, 29 e 30 de outubro. O certame, em que a Palha de Abrantes, as Tigeladas e os doces abrantinos são reis, promete animar o Centro Histórico com música, teatro, oficinas temáticas, desporto e outras atrações.

 

J2_b.JPG

 

Iguarias à base de ovos, farinha e açúcar, cujas receitas escaparam dos conventos de Norte a Sul do País, incluindo as ilhas, são algumas das delícias à prova.

 

Reza a lenda que os frades do Convento de S. Domingos e as freiras de Santa Clara para criarem o ícone da cidade, a Palha de Abrantes, se inspiraram nos vestígios no rio Tejo, resultantes do transporte de palha do Alentejo para Lisboa, no século XVI, a partir do porto fluvial abrantino.

 

Promover e valorizar este e outros pecados locais são os objetivos da Câmara Municipal de Abrantes que, em colaboração com a TAGUS – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Interior, realiza este certame, conjugando a doçaria nacional com licores, compotas, mel e doces.

 

Para esta edição, estão já confirmados os Ovos-Moles de Aveiro, as Queijadas de S. Gonçalo, as Lérias, os Foguetes e as Brisas do Tâmega de Amarante, o Pão-de-ló de Ovar, o Pão-de-ló e as Cavacas de Margaride, as Malassadas de S. Miguel do Açores, o Bolo Fidalgo e o Pão de Rala do Alentejo, as Cornucópias de Alcobaça, e claro, a Palha de Abrantes e as Tigeladas, entre muitas outras iguarias.  Saiba mais aqui.

Pág. 5/5