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Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

SmartFarmer: o novo mercado eletrónico para produtos hortofrutícolas em Portugal

A partir do final de setembro não precisa de sair de casa para ir ao mercado. A Oikos – Cooperação e Desenvolvimento colocou online, em parceria com a Fundação Vodafone, o portal SmartFarmer - um mercado eletrónico nacional para produtos hortofrutícolas que promete aproximar produtores e consumidores, promovendo cadeias agroalimentares locais, aproximando mercados e contribuindo para a solidariedade de ambas as partes.

 

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Dezenas de produtores já aderiram à plataforma digital criada pela Oikos – Cooperação e Desenvolvimento e pela Fundação Vodafone.

 

Todos os Distritos de Portugal Continental e as Ilhas Terceira e Graciosa estão no SmartFarmer através dos Gestores locais da plataforma digital e da própria Oikos.

 

A plataforma digital SmartFarmer, à qual já aderiram vários produtores, através de pré-registos, já está disponível em www.smartfarmer.pt. A partir de agora, já será possível potenciar os circuitos agroalimentares e mercados de proximidade, aproximando os produtores e prestadores de serviços dos vários tipos de consumidor.

 

Esta solução promovida pela Oikos e pela Fundação Vodafone, «é uma ferramenta inovadora de desenvolvimento rural e económico, que visa contribuir para eliminar algumas fragilidades da agricultura portuguesa, diminuir o desperdício alimentar na produção, propiciar aos consumidores a compra favorável de produtos agroalimentares locais, assegurar às famílias mais segurança alimentar e nutricional e reduzir a pegada carbónica dos circuitos alimentares», adiantam os promotores.

 

Cerca de 910 toneladas de alimentos são perdidos diariamente em Portugal na fase da produção e mais de metade são hortofrutícolas. São produtos que não chegam sequer a entrar na cadeira de distribuição e que poderiam ser comercializados diretamente por pequenos produtores e comerciantes.
Para além disso, 81% dos agricultores portugueses são-no a título individual e grande parte tem falta de acesso aos mercados ou sofrem um esmagamento de margens, representando 7,5% da população nacional.

 

Esta plataforma «vem então permitir a ligação em tempo real e útil entre pequenos produtores agrícolas e comerciantes com os consumidores locais, evitando não só o desperdício alimentar na produção como a sua comercialização a preço justo».

 

Apesar de tantas toneladas de alimentos perdidos ou desperdiçados, segundo dados da Direção Geral de Saúde, 50,7% das famílias portuguesas sofrem de algum grau de insegurança alimentar. Então este Portal vem também permitir que os excedentes sejam encaminhados para instituições de solidariedade.

 

Os produtores locais podem doar produtos cuja venda ao público não se tenha concretizado mas que estejam aptos para consumo humano. As entidades registadas para receber este tipo de doações terão que ser organizações sem fins lucrativos.

Alcobaça: Mostra Internacional de Doces e Licores conventuais

Entre 17 a 20 de novembro irá ter lugar, em Alcobaça, Mostra Internacional de Doces e Licores conventuais.

 

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Alcobaça tem, na Doçaria Conventual, um legado rico, herdeiro das tradições gastronómicas dos monges e monjas de Cister, senhores dos antigos Coutos de Alcobaça com mais de oito séculos de ocupação na região.

 

Permanecem até aos dias de hoje as famosas cornucópias, o Pão-de-Ló de Alfeizerão, as trouxas de ovos, a Ginja de Alcobaça, entre muitas outras delícias de tradição conventual.

 

Em pleno Mosteiro de Alcobaça, eleito pela UNESCO património da Humanidade e uma das Sete Maravilhas de Portugal, poderá degustar o melhor receituário conventual de mais de trinta participantes nacionais e internacionais.

 

Este ano a Mostra irá contar com a presença da Ordem de Cister, Ordem de Santa Clara, Ordem de São Bento e, pela primeira vez, a Ordem da Virgem Maria do Monte Carmelo, representada pelo Mosteiro do Carmelo do Porto trará as suas “compotas com chocolate” e as “rosáceas de Bande”.

 

Iguarias em destaque:

 

Cornucópias (Alcobaça), Pão-de-Ló de Alfeizerão (Alcobaça), Pastéis de Santa Clara (Coimbra), Brisas do Liz (Leiria), Licor de Ginja (Alcobaça), Licor de Singeverga (Roriz – Santo Tirso), D. Rodrigo (Portimão), Pão de Rala (Alentejo), Trouxas do Mondego (Tentúgal), Pudim Abade de Priscos (Braga).

 

Uma vez mais, a Mostra irá ter a participação especial da Abadia de Herkenrode, em Hasselt (Bélgica) - fundada em 1182 - e da sua cerveja conventual belga, reconhecida pela Federação Belga de Cervejeiros. Designada por Cerveja da Abadia Belga “Herkenrode Tripel”, recebeu, em 2011, o prémio ouro do International Institute for Quality Selections “Monde Selection”.

Choco à prova em Setúbal

Receitas tradicionais do choco e outras mais inovadoras são servidas em restaurantes de Setúbal a partir deste fim de semana num certame gastronómico que inclui uma sessão de cozinha ao vivo no último dia, 6 de novembro, na Casa da Baía.

 

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Frito, grelhado com ou sem tinta e feijoada. Estas são apenas algumas das formas como o molusco é apresentado na carta dos vinte restaurantes da cidade que integram o Festival do Choco de Setúbal 2016, promovido pela Câmara Municipal.

 

A quinzena gastronómica começa este sábado em estabelecimentos como Antóniu’s, Baluarte da Avenida, Cantinho dos Petiscos, Casa do Mar, Convés, Copa d´Ouro, Estuário do Sado, Ferribote, Mar Azul, Novo 10 e Tasca Kefish.

 

Fazem também parte da iniciativa os restaurantes O Manuel, Rebarca, Verde e Branco, Ribeirinha do Sado, Rius Vip, Saveiro, Solar do Marques II, Taberna Típica O Pescador e Tasca Xico da Cana.

 

No último dia do certame, 6 de novembro, o chef Fernando Cruz, do restaurante Solar do Marquês, dinamiza o live cooking “Choco Bom Não Sobra”, na Casa da Baía, com a confeção de receitas criativas, degustadas depois pelo público.

 

Os interessados em participar nesta sessão de cozinha ao vivo, com um custo de seis euros, devem inscrever-se até ao 3 de novembro, presencialmente na Casa da Baía, pelo telefone 265 545 010 ou no endereço gatur@mun-setubal.pt.

 

O Festival do Choco de Setúbal, com o apoio das empresas Lallemand e Makro, é um dos eventos gastronómicos dinamizados pela autarquia ao longo do ano com o objetivo de promover os produtos da região e de apoiar a dinamização da restauração local.

Abóbora é rainha na Lourinhã

O Festival da Abóbora da Lourinhã, que decorre entre 28 e 30 de outubro, irá mais uma vez promover a abóbora num concelho que produz mais de metade da produção nacional, anunciou a organização.

 

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A Lourinhã produz 54% da produção nacional, que foi de 73 mil toneladas em 2015, e 74% da produção da região Oeste.
A produção, parte da qual é exportada, tem um impacto de 10 milhões de euros na economia local.

 

Além da produção, no concelho têm surgido também unidades de transformação, que comercializam abóbora fatiada pronta a cozinhar, e negócios ligados à doçaria.

 

O certame tem este ano como novidades o lançamento da rota turística da abóbora, um concurso nacional de abóboras, que seleciona as abóboras mais pesadas e com maior tamanho, e um concurso nacional de doçaria, em que aquele hortícola é o ingrediente principal.

 

Em paralelo, realiza-se a Semana Gastronómica da Abóbora, a partir de sábado e até ao dia 30. Onze restaurantes vão confecionar sopas, pratos e sobremesas à base de abóbora. No festival, vai ser lançada uma cerveja de abóbora.

 

Oleiros aposta na produção dos produtos endógenos

O município de Oleiros, em parceria com o projeto CLDS 3G "Novos Desafios" realizou ontem, dia 18 na Casa da Cultura, uma sessão de esclarecimento no âmbito da implementação de medidas de apoio aos produtos endógenos (artesanato e agroalimentares).

 

 

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Esta sessão contou com a presença de João Mário Amaral, Presidente da AASE - Associação dos Artesãos da Serra de Estrela e especialista nesta matéria que focou aspetos relacionados com o empreendedorismo, formação e internacionalização dos artesãos e dos seus produtos.

 

O Presidente da AASE acredita que «hoje vivemos o período de mudança que coloca dois desafios: inovação dos seus produtos e os métodos de comunicação e de internacionalização dos seus negócios».

A AASE foi criada em 1992 por iniciativa de um pequeno grupo de artesãos do concelho de Seia.

 

Pretendia-se na altura identificar e organizar a capacidade de oferta dos artesãos do concelho.

 

Neste momento esta Associação é a representante da Federação Portuguesa de Artes e Ofícios para a Região Centro. Passam pela Associação de Artesãos todos os processos de candidatura à Carta de Unidade Produtiva Artesanal localizados na Região Centro. 

Em dezembro há Feira Nacional de Agricultura Biológica em Lisboa

A Terra Sã Lisboa - Feira Nacional de Agricultura Biológica - vai acontecer nos dia 3 e 4 de dezembro no Pátio da Galé, no Terreiro do Paço, no âmbito da Campanha + Bio e com o tema "Alimentação Saudável e Sustentável".

 

 

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Estão previstas atividades para diferentes públicos: conferências, palestras, ateliês, dedicados ao tema da feira.
A entrada é gratuita.

 

No dia 2 de dezembro, numa abertura informal da Feira Terra Sã, vai acontecer a Conferência +Bio Mercado Biológico e Inovação na Sala de Arquivos dos Paços do Concelho.

 

Nos dias 3 e 4 de dezembro o espaço do Pátio da Galé, na Praça do Comércio irá ficar preenchido com os diferentes produtores bio do país, associações de ambiente, palestras e workshops.

 

Convidam-se também artistas tradicionais e urbanos a marcarem presença.

 

Aceda ao programa aqui.

Cabra Preta de Montesinho é raça protegida de Trás-os-Montes

A região de Trás-os-Montes tem mais uma raça autóctone protegida e apoios aos produtores com o recente reconhecimento da Cabra Preta de Montesinho, responsável por um dos pratos mais apreciados na região, o Cabrito de Montesinho.

 

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A raça praticamente em vias de extinção já tem livro genealógico, um programa de preservação e melhoramento e apoios aos produtores dentro do Plano de Desenvolvimento Regional, o PDR.

 

O solar da raça são os concelhos de Vinhais e Bragança e o Parque Biológico de Vinhais, onde se encontram diferentes espécies da região, é o primeiro criador com animais inscritos no livro genealógico, afirmou a diretora Carla Alves, citada pela Lusa.

Doçaria regional portuguesa e chá asiático fundem-se em Macau

A doçaria regional portuguesa instalou-se há poucas semanas em Macau para ser servida com o chá asiático numa cidade em que o casamento histórico entre oriente e ocidente permanece uma imagem de marca.

 

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Pastéis de Águeda, beijinhos de Pombal ou ovos moles de Aveiro começaram a ser vendidos e servidos recentemente na "Casa da Rocha - confeitos portugueses e chás da Ásia", no coração de Macau, a cidade que é desde 1999 uma região da China como administração especial, mas que durante mais de 400 anos esteve em mãos portuguesas.

 

Apesar desta história, em Macau não há uma tradição do chá e de casas de chá como noutras regiões da China. E também não ficou na cidade uma tradição de doçaria portuguesa, ao contrário de outros pontos da Ásia por onde passaram os portugueses ou de outros produtos ou tradições oriundos de Portugal.

 

«É estranho», admite Rui Rocha à Lusa, o dono da Casa da Rocha, ex-diretor do Instituto Português do Oriente (IPOR) e atual diretor do Departamento de Língua Portuguesa e Cultura dos Países de Língua portuguesa da Universidade Cidade de Macau.

 

Apesar de profundo conhecedor de Macau, da sua história e tradições, confessa não encontrar uma razão para isto: «Macau é uma cidade muito complexa, muito estranha».

 

Ele próprio, como a Casa da Rocha (por se situar na Calçada da Rocha) é um símbolo do encontro entre oriente e ocidente que é Macau. Nascido em Portugal, a mãe é de Macau. Desembarcou na cidade em 1983 e é um apreciador, conhecedor e estudioso do chá.

 

Ir à Casa da Rocha é, por isso, mais do que um simples momento para apreciar um chá e comer um bolinho vindo diretamente de Portugal.

 

Com este anfitrião, muito provavelmente, tornar-se-á numa lição sobre as 136 variedades de chá verde que há na China, de que Rui Rocha diz "só" conhecer «cerca de 50%», a arte de o preparar e a forma adequada de o apreciar.

 

Aos chás da China, Vietname, Tailândia e Japão juntam-se doces de diversos pontos de Portugal, que a clientela, maioritariamente portuguesa, tem feito esgotar em pouco tempo, assim que chega uma remessa de Lisboa, aparentemente ávida por reencontrar sabores originais e não os «arremedos maus» à venda nas pastelarias e montras de Macau, como o omnipresente 'egg tart' ou 'portuguese tart', de cara igual ao pastel de nata.

 

Na Casa da Rocha, chás e doces são servidos sobre mesas de madeira chinesas com tampos de azulejos azuis e brancos, feitos nos ateliês da Casa de Portugal em Macau. Em volta, prateleiras com bules chineses.

 

«Queremos que seja também um espaço de cultura», diz Rui Rocha, que pretende abrir a sua casa a artistas ou outras pessoas que queiram fazer exposições e apresentações ou 'workshops', por exemplo.

Pica no Chão em Arcos de Valdevez

No próximo fim de semana, dias 22 e 23 de outubro, Arcos de Valdevez será palco de mais uma edição dos “Ciclos Gastronómicos”, retornando às mesas dos restaurantes arcuenses o tradicional “Arroz de Pica no Chão”, acompanhado dos vinhos verdes da região.

 

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Este é um prato que faz parte de um vasto e rico património gastronómico concelhio que defende a qualidade dos produtos locais de criação caseira e biológica, como atributo fundamental na confeção desta iguaria; muito vulgar é também a designação deste prato por “Arroz de cabidela”.

 

Em Arcos de Valdevez poderá também deliciar-se com sobremesas assentes na doçaria tradicional arcuense, com destaque para os “Charutos de Ovos com Laranja de Ermelo”, o “Bolo de Mel” e o “Bolo de Discos”.

Exposição “Mulheres com História” para ver em Arcos de Valdevez

Já se encontra patente ao público na entrada principal da Casa das Artes de Arcos de Valdevez, a exposição “Mulheres com História”, tendo a inauguração decorrido a 7 de outubro.

 

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Esta mostra destaca alguns dos nomes que marcaram a História nacional e internacional na conquista dos direitos das mulheres e aquelas que na atualidade são o rosto dos direitos conquistados ao longo dos tempos.

 

Nela poderão ser lidas as histórias de 15 mulheres com passagens de vida importantes na história nacional e mundial como a portuguesa, Maria Barroso nascida a 2 de maio de 1925, e que foi professora e atriz, destacando-se na política e na defesa de causas humanitárias; Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher portuguesa a exercer o direito de voto, aquando das eleições da Assembleia Constituinte, a 28 de maio de 1911; Madre Teresa de Calcutá, natural República da Macedónia qual sempre dedicou aos mais pobres dos pobres e defendia que a paz começava com um sorriso; Katherine Wilson Sheppard, líder do movimento sufragista da Nova Zelândia, o primeiro país a permitir o direito de voto das mulheres em 1893; ou Margaret Tatcher, a primeira mulher a exercer o cargo de Primeira-Ministra no Reino Unido entre 4 de maio de 1979 e 28 de novembro de 1990.

 

A exposição estará patente ao público até ao próximo dia 25 de dezembro.