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Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Lourinhã é palco de um "Passeio com História"

A vila da Lourinhã acolhe, no dia 14 de agosto, a segunda iniciativa do Ciclo de Passeios com História. Trata-se do passeio pedestre noturno “Lourinhã – Irmandades e Confrarias”, que segue um itinerário pelas Confrarias e Irmandades Religiosas das igrejas da vila da Lourinhã - Nossa Senhora dos Anjos, S. Sebastião, Misericórdia e Nossa Senhora da Anunciação. 

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O Centro de Estudos Históricos da Lourinhã (CEHL) vai, uma vez mais, desvendar a história destas organizações, essenciais na propagação e vivência da fé em comunidade. Neste âmbito há ainda a salientar o apoio da Colegiada de Nossa Senhora da Anunciação, uma “confraria” que tem como objetivo a divulgação da Aguardente DOC Lourinhã.

 

A organização do Ciclo de Passeios com História é partilhada pelo município da Lourinhã e Centro de Estudos Históricos da Lourinhã, contando neste passeio com o apoio da Colegiada de Nossa Senhora da Anunciação.

Olivença - Na outra margem do Guadiana ainda há esperança para o português oliventino

Em Olivença o tempo não apagou a marca portuguesa de séculos nos monumentos, na história, nos costumes, nas palavras e nas cantigas. Na localidade raiana, situada do outro lado do Guadiana, há projetos de recuperação do português oliventino e de marcas etnográficas que ainda resistem.  

 

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Eduardo Naharro é professor de Português em Olivença. Nasceu em Elvas mas mudou-se para o outro lado do Guadiana há muitos anos. Pisou terras oliventinas ainda jovem, aos 17 anos, quando, juntamente com os amigos, se deslocou à localidade raiana. Foi numa dessas viagens que conheceu aquela que viria a ser a sua esposa. Diz, com orgulho, que em Elvas é conhecido por «Eduardo, o espanhol» e em Olivença, «Eduardo, o português».

 

«Tenho as duas nacionalidades, por opção. E vivo as duas culturas através da Língua. Quando falo português, considero-me português e vice-versa. Tenho duas nacionalidades e não dupla nacionalidade», faz questão de dizer.

 

Antes de enveredar pelo ensino Eduardo trabalhava como despachante, primeiro nos despachantes portugueses, depois nos espanhóis, mas com a livre circulação de passageiros e mercadorias teve de «mudar de vida».

 

A Língua Portuguesa «é ponto de honra» para si e garante uma das marcas que «liga cada vez mais Portugal e Espanha é a língua». O professor de Português refere-se em concreto ao português oliventino ou português de Olivença, como também é conhecido.

 

Apesar do oliventino correr o risco de extinção, o docente na Universidade Popular de Olivença, recorda que se trata de um subdialecto falado em Olivença e em Táliga [município espanhol que pertence à Província de Badajoz], pela sua pertença, durante séculos [de 1297 a 1801] ao reino de Portugal.

 

«As crianças já não falam em português desde meados do século XX, o que faz com que a Língua Portuguesa de Olivença tenha vindo a desaparecer», explica.

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Eduardo Naharro diz que algumas características do português oliventino são «as mesmas que as do dialecto alentejano, com superstrato espanhol, nomeadamente estremenho, não castelhano».

 

Olivença e Táliga sofrem, pois, «uma progressiva espanholização», pelo que o espanhol, nomeadamente o dialecto estremenho, substitui a Língua Portuguesa. Já a região oliventina foi, até 1940, bilingue, com maioria lusófona.

 

«Todavia, a geração da época começou a usar com os filhos o espanhol. No século XXI, o português oliventino quase desapareceu, já que as crianças não o falam desde a década de 50 do século passado», frisa.

 

Hoje o português estuda-se na escola, mas como «língua estrangeira», sendo que só o falam pessoas nascidas antes dos anos 50. Apesar de tudo, conta Eduardo, «há cada vez mais jovens interessados em sabê-lo e que o aprendem como segunda língua».

 

Eduardo Naharro conta que a Junta de Estremadura apostou há muitos anos numa aproximação a Portugal, através de relações institucionais, no sentido de «insistir no estudo da Língua Portuguesa».

 

Explica que na Estremadura espanhola há uma rede de universidades populares onde são lecionados cursos e que permitem às pessoas «não só aprenderem português como a cultura portuguesa».

 

Estes cursos, lecionados desde 1995, e financiados através de fundos comunitários. «Desde essa altura foram leccionados cerca de cem cursos por toda a região».

 

Só na Universidade Popular de Badajoz são leccionados atualmente sete cursos, bem como na Universidade Popular de Olivença, instituições de ensino onde Eduardo dá aulas.

 

Língua aproxima os dois países:

 

«Sempre disse que a identidade de uma pessoa não tem nada a ver com o Bilhete de Identidade mas com as raízes e a cultura», defende o professor de Português, considerando que «é a língua é que aproxima os dois países».

 

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«Através dela conseguimos transmitir a cultura, a história e costumes».

 

Para continuar o trabalho em torno da preservação da Língua Portuguesa em Olivença, Eduardo está a trabalhar também num projeto da compilação do português oliventino, através de um convénio assinado entre a Associação Além Guadiana e a Universidade da Estremadura. «O objetivo passa depois por fazer o estudo de investigação do português oliventino», informa.

 

Eduardo, que dá aulas atualmente apenas a adultos, refere que «é fundamental dar a conhecer também um outro Portugal. Mostrar a História, a cultura, a paisagem, a gastronomia e sobretudo nas zonas mais desconhecidas do país e que muitos desconhecem».

 

Com a Além Guadiana, refere, «há um esforço de preservar a Língua Portuguesa em Olivença». Contudo, ressalva: «temos de dividir várias questões. Uma é o português oliventino e o português padrão, que se deveria lecionar. O Português oliventino teve uma rutura geracional pelos motivos que sabemos. Mas queremos recuperá-lo para que fique registado, que existiu, que é um subdialecto do Alentejo oriental, e é invadido por uma castelhenização. É a preservação desses vocábulos, oliventinos, que nem são portugueses nem castelhanos, um presente em cantigas, em livros, em registos, que queremos manter».

 

Através da Língua, sublinha, «queremos também recuperar a parte etnográfica porque o oliventino não conhece sequer a sua própria História». «Mas queremos ainda aprofundar mais. E que as pessoas se sintam orgulhosas da sua própria cultura e dos seus antepassados».

 

Neste trabalho de preservação, «a maior dificuldade é ter acesso às pessoas e que elas nos abram a porta», tudo, realça, porque a maioria são idosas». Mas é um trabalho «urgente, porque essas pessoas estão em fim de vida».

 

Outra das apostas da Além Guadiana é trabalhar com crianças, refere o também colaborador da associação. Uma das ideias para suscitar o interesse dos mais novos para a Língua é precisamente a edição de um livro de banda desenhada, «onde o português oliventino possa aparecer bem como as expressões e vocábulos de maior uso, para que perdurem no tempo».

 

A cultura portuguesa

 

Para Eduardo Naharro «a cultura está acima das discrepâncias» e lembra que «o problema de Olivença sempre foi gerido ou do ponto de vista político ou territorial». «Interessa Olivença? Porquê? Como? Em que situação? Olivença é uma criança que tem duas mães: uma biológica e outra adotiva. Supostamente, a biológica é Portugal e a outra Espanha. Mas, na verdade, uma cultura sem a outra não tem sentido. E é fundamental que se conheça Olivença em Portugal».

 

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O professor salienta que «os próprios oliventinos não conhecem a sua própria história» e «há uma cultura que se tem de recuperar em Olivença e é preciso explicar às pessoas o porquê de se pretender recuperá-la».

 

Sobre o papel do Estado português na promoção da língua e cultura portuguesas em Olivença, Eduardo recorda que este «pouco tem feito», deixando uma pergunta no ar: «porque é que o Estado português reivindica um território se não há cultura?».

 

Recorde-se que a associação Além Guadiana (cultura portuguesa em Olivença) nasceu em 2008 e tem trabalhado na defesa do português local e na recuperação da língua portuguesa em Olivença.

Madeira: Festa do Vinho evoca vindimas de fim de agosto

Entre 28 de agosto e 11 de setembro está de regresso a Festa do Vinho da Madeira, certame que se assume como um dos cartazes turísticos do destino Madeira e que presta tributo ao precioso néctar e à sua incontestável importância socioeconómica.

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Por altura das vindimas, que acontece em finais de agosto e inícios de setembro), este evento procura recriar velhos hábitos da população madeirense associados aos seculares preceitos das lides vitícolas.

 

A festa, que se realiza desde o fim dos anos 70 do século passado, iniciam-se no Funchal e incluem a Semana Europeia de Folclore, decorações, exposições e quadros vivos alusivos ao vinho e suas lides e espetáculos diversos de música ligeira e tradicional.

 

Saiba tudo aqui.

 

UTAD e Turismo de Portugal lançam Pós-Graduação em Empreendedorismo Turístico

Make it Happen! é a nova pós-graduação em Empreendedorismo Turístico, numa iniciativa conjunta da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e do Turismo de Portugal através da Escola de Hotelaria e Turismo do Douro – Lamego, que visa desenvolver conhecimentos e competências na área da Inovação e Empreendedorismo no setor do Turismo.

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«A pós-graduação é destinada a Licenciados em Turismo, Gestão, Economia ou áreas afins, que pretendam enveredar por uma carreira empresarial, criando o seu próprio negócio, como também a profissionais que tenham interesse em aprofundar ou atualizar conhecimentos e competências na área da Inovação e Empreendedorismo, no setor do Turismo», esclarece a UTAD, em comunicado.

 

A Pós-Graduação em Empreendedorismo Turístico – Make it Happen! tem uma forte orientação para a inovação, diferenciação e qualidade, estimulando o espírito empreendedor e a criatividade dos alunos.

 

«Mais do que cativar os candidatos a empreendedores para a investigação puramente académica, e sem bloquear essa vertente, este modelo de pós-graduação visa, sobretudo, criar inovadores e empreendedores em Turismo que possam ajudar a superar o receio de empreender e criar o seu próprio emprego/empresa ou possam inovar e empreender no seu contexto de trabalho», acrescenta a nota.

 

O Curso será lecionado por docentes da UTAD e por convidados de outras instituições, incluindo profissionais da área do turismo, e funcionará às sextas-feiras e sábados.

 

As candidaturas online podem ser feitas até final de agosto.

Bragança acolhe Festa da História

Entre 12 e 15 de agosto tem lugar em Bragança a Festa da História.

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Com o objetivo de dar expressão à riqueza histórica e patrimonial da cidade, Bragança faz, anualmente, o convite para uma viagem à sua história que guarda o privilégio de ser um testemunho dos principais eventos que marcaram a História de Portugal.

 

A zona histórica da cidade, especialmente o Castelo, veste-se de cor e animação onde o medieval dá lugar a uma nova forma de vida.

 

São dias de festa, onde os cheiros, a música e sabores do passado são presença nas ruas estreitas da cidadela.

 

Neste espaço, decorrem diversas atividades como a demonstração de antigos ofícios, feira de produtos artesanais e exposição de armas e elementos de defesa, espetáculos de teatro de rua, torneio medieval, assalto ao castelo, concertos de música, exibição de falcoaria/ cetraria, malabaristas, espaços participativos e danças medievais.

Palmela promove visitas guiadas ao castelo

A 6 de agosto, a Câmara Municipal de Palmela promove visitas guiadas ao Castelo e ao Centro Histórico de Palmela.
A iniciativa pretende dar a conhecer os monumentos, paisagens e locais mais emblemáticos da cidade.

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A visita ao Castelo de Palmela, monumento nacional e antiga sede da Ordem de Santiago, tem início junto à Igreja de Santiago, às 10 horas.

 

O percurso pelo Centro Histórico decorre durante a tarde, com partida às 14h30, junto ao Chafariz D. Maria I.

Alenquer lança Portal dedicado ao turismo

A Câmara de Alenquer lançou um portal totalmente dedicado ao Turismo. De acordo com o município, a plataforma pretende ser um elemento agregador da oferta em termos de hotelaria, restauração e património, dando a conhecer ao mundo os inúmeros pontos de interesse do concelho de Alenquer. 

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Neste portal existem 4 separadores: “conhecer e fazer”, “dormir e comer”, “eventos” e “a não perder”, nos quais o visitante encontra toda esta informação, tendo a possibilidade de conhecer a história e as tradições do concelho de uma forma mais rica e integrada.

 

É realçada também a importância de Alenquer em termos geoestratégicos, às portas de Lisboa, com a sua paisagem vinhateira única. 

 

Os eixos de maior aposta em matéria de Marketing Territorial e tradições são alvo de grande atenção nesta plataforma: “Alenquer, Terra do Espírito Santo; Alenquer, Terra da Vinha e do Vinho; Alenquer, Presépio de Portugal e Alenquer, Terra de Desportos da Natureza – servem de entrada para os conteúdos do portal.

Vinho Verde: abriu em Ponte de Lima um museu dedicado ao néctar da região

Foi inaugurado recentemente em Ponte de Lima um novo espaço dedicado ao Vinho Verde.

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O novo Centro de Interpretação e Promoção do Vinho Verde celebra a Região dos Vinhos Verdes, no noroeste de Portugal, uma das maiores e mais antigas regiões vitivinícolas do mundo, e nela se produzem os vinhos com denominação de origem Vinho Verde – que pela sua leveza, frescura e exuberância se afirmaram e impuseram no mundo.

 

Com uma área de vinhas de quase 35 mil hectares, corresponde a 15% da área vitícola nacional.

 

O novo espaço tem como objetivo promover a Rota dos Vinhos Verdes e reforçar o posicionamento do Minho como destino de referência no enoturismo, a nível nacional e internacional.

Feira Medieval regressa a Silves

Entre 12 e 21 de agosto de 2016 o centro histórico de Silves volta a recuar à Idade Média, com a 13.ª edição da Feira Medieval. Serão 10 dias de recriação histórica do período medieval da antiga capital do Reino do Algarve. 

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Dança, música, eventos religiosos e culturais são as propostas que farão o público recuar ao tempo em que Silves era a capital do Al-Gharb.

 

Destaque ainda para dois torneios a cavalo por dia, animação exclusiva no Castelo de Silves, manjares medievais, dança e animação, levarão os visitantes numa verdadeira viagem no tempo, onde será possível ter uma visão do que a cidade terá sido outrora e da sua importância incontornável na história da região.

 

A azáfama nas ruas do centro histórico será constante, respirando-se uma atmosfera com características particulares, num ambiente e cenário únicos, constituídos pelo traçado peculiar do tecido urbano e pela imponência dos seus monumentos. 

 

A Câmara Municipal de Silves, organizadora do evento, mantém a aposta neste evento de referência nacional, que promete ser uma das mais aliciantes propostas de animação da região.

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