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Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Azulejo português: um tesouro da Europa

Estão por todo o lado. De norte a sul. Já são companhia tão assídua que nem sempre damos por eles e os valorizamos. Falamos do azulejo português, reconhecido recentemente pelo The New York Time, e que o considera um dos 12 tesouros da Europa.

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Para o New York Time, os azulejos tradicionais, muito utilizados por todo o país mas que têm origem na capital, são um tesouro incrível, culturalmente rico e que embelezam qualquer cidade.
 
É, sem dúvida, dos nossos maiores tesouros.

Festival do Marisco: um clássico de agosto de regresso a Olhão

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e o secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, presidem à inauguração, esta terça-feira, dia 9 de agosto, da 31ª edição do Festival do Marisco, que decorre até dia 14 em Olhão.

 

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O cartaz deste ano promete ser um dos melhores de sempre, com a autarquia a esperar ultrapassar o número de cerca de 60 mil visitantes da edição de 2015.

 

Ao longo de seis dias, o público pode contar com os melhores pratos de marisco algarvio, desde sapateiras, santolas, lavagantes, ostras, gambas, camarões, amêijoas, conquilhas ou berbigões assim como as famosas açordas de marisco, cataplanas, arroz de marisco ou paellas.

 

CNN diz que o Douro «é a região vinícola mais impressionante do mundo»

A CNN destaca o Douro, incluindo a cidade do Porto, como a região «onde águas brilham como barras de ouro líquido», classificando-a como «a região vinícola mais impressionante do mundo».

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Num artigo publicado no seu site, a cadeia mundial de televisão explica que «o Douro atravessa o norte de Portugal, serpenteando 200 milhas do deserto áspero na fronteira espanhola até à antiga cidade do Porto e ao Atlântico.

 

Uvas cultivadas em suas margens íngremes foram criando vinhos do Porto lendários durante séculos», concluindo que «pode ser a região vinícola mais bonita do mundo» e assegurando que «aqui está o melhor de Portugal tem para oferecer».

 

No artigo pode ainda ler-se: «do tabuleiro superior da Ponte Dom Luís I, o Porto apresenta uma paisagem urbana deslumbrante. O seu coração é património, albergando o aglomerado urbano do Cais da Ribeira, com as suas casas pintadas; ruelas sinuosas; restaurantes que servem a iguaria local: as tripas à moda do Porto; igrejas que brilham com azulejos azuis, por fora, e ouro, por dentro; com o Mercado do Bolhão que é uma delícia com lojas inalteradas por gerações».

 

Turismo: o "balão de oxigênio" e alavanca para o comércio de Lisboa e Porto

O turismo tem sido o «balão de oxigénio» e a «grande alavanca» do comércio e serviços, afirmam as associações de Lisboa e Porto, citadas pela Lusa, acrescentado ainda sentir os consumidores portugueses receosos com a situação económica.

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«É com muito bons olhos que vemos o turismo, que hoje é um balão de oxigénio que não só cria muitos postos de trabalho e janelas de oportunidade para pequenos negócios, que estão a crescer de forma considerável, como conseguiu alimentar o tecido empresarial que estava a definhar de dia para dia, porque não havia estímulos nem nada que incrementasse a economia», afirmou o presidente da Associação de Comerciantes (ACP).

 

Apontando uma subida das vendas no comércio e serviços do Porto «entre 15 a 20%» até junho, face a 2015, Nuno Camilo refere que a quebra registada no segmento do pronto-a-vestir «foi sendo compensada"»pelos bons resultados na restauração, nos serviços e nos transportes.

 

Também a presidente da União de Associações do Comércio e Serviços (UACS) da região de Lisboa e Vale do Tejo destaca o turismo como uma «grande alavanca» do setor, cujas vendas diz estarem até junho, em geral, «ao mesmo nível do ano passado».

 

 

 

 

Rede Europeia de Cidades do Vinho promove Dia Europeu do Enoturismo

A RECEVIN - Rede Europeia de Cidades do Vinho vai comemorar no dia 13 de novembro deste ano o Dia Europeu do Enoturismo com um conjunto de iniciativas e eventos nas cidades membros da rede.

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«Desta forma pretende-se promover o turismo do vinho na Europa, as rotas de vinho e os diversos territórios vinhateiros», salientam os organizadores, em comunicado.

 

O Dia Europeu do Enoturismo divulga a cultura, o património e as tradições das cidades parceiras da RECEVIN, os produtores de vinho e os seus enoturismos, valorizando, desta forma, os territórios produtores de vinho.

 

«Esta iniciativa reflete o espírito da RECEVIN, procurando um trabalho em rede de forma articulada, em que todos beneficiarão desta ação conjunta», vinca aquela entidade.

 

Todos os anos aumenta o número de territórios que aderem ao Dia Europeu do Enoturismo.

 

Nesta edição pretende-se que os organizadores das atividades destaquem o consumo moderado de vinho, em cooperação com o programa da Wine in Moderation, associação sem fins lucrativos fundada em 2011 pelo setor vitivinícola europeu que tem como objetivo garantir padrões de consumo de vinho responsável e moderado como norma social e cultural.

 

O Dia Europeu do Enoturismo foi instituído em 2009 pela RECEVIN e celebra-se anualmente no segundo domingo de novembro com programas próprios em cada cidade, apresentando conferências, concertos, visitas a adegas e passeios pelas vinhas, provas de vinho e enogastronómicas, exposições, entre muitas outras iniciativas.

 

A RECEVIN tem o apoio das Associações Nacionais de Cidades do Vinho e de várias cidades associadas (Alemanha, Áustria, Bulgária, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália, Portugal e Sérvia), que se traduzem na força de 700 cidades de toda a Europa.

Azeite alentejano vence prémio em Madrid

O azeite da Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos levou para casa a medalha de ouro numa das categorias da competição internacional de azeite Mário Solinas Quality Award.

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O concurso bianual decorreu em julho, em Madrid, Espanha, e contou com 47 azeites em competição.

 

Portugal foi o segundo país com mais produtos, logo a seguir à Espanha, com 16 azeites a concurso.

 

Além da Medalha de Ouro na categoria Frutado Maduro, Portugal também trouxe uma medalha de prata, através da Sociedade Comercial Vale das Lendas na categoria de Frutado Verde ligeiro.

Braga: uma cidade cada vez mais tecnológica

Braga é uma cidade que respira inovação e tecnologia. É na cidade dos arcebispos que se encontra o Laboratório Internacional de Nanotecnologia e o Programa de Aceleração de Startups, que apoiou o crescimento de inúmeras empresas recém-criadas.

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Agora, é possível viver Braga com a ajuda duma aplicação para smartphone, bracarense, pioneira no mundo das aplicações móveis associadas à cidade: Braga Cool.
 
 
A aplicação mobile tem uma proposta que considera diferente do website homónimo, mas com um objetivo comum: tornar memoráveis as experiências de quem visita a cidade. Um projeto com a assinatura do By Cool World.
 

Vilarinho da Furna: Museu Etnográfico recua 40 anos e recria vivência da aldeia submersa

Há 45 anos a aldeia minhota de Vilarinho da Furna, Terras de Bouro, foi submersa pelas águas da barragem com o mesmo nome. Mais de quatro décadas volvidas, o Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna recupera memórias da localidade e apresenta a povoação com as suas tradições pastoris, agrícolas e o património das 53 famílias que, em 1972, foram obrigadas a abandonar a sua terra para os concelhos vizinhos.

 

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Vilarinho da Furna era povoação da freguesia de São João do Campo, concelho de Terras de Bouro, entre as serras Amarela e do Gerês. Uma localidade que vivia na confluência do Ribeiro das Furnas e do rio Homem.

 

Em torno da localidade situavam-se, exuberantes, os campos agrícolas, as pequenas hortas. Nelas, a população desenvolvia atividades económicas, sustento da comunidade.

 

Com a construção da barragem, inaugurada em Maio de 1972, a aldeia e toda a área envolvente ficou submersa, obrigando a população a abandonar as suas casas, deslocando-se para os concelhos vizinhos (como Amares, Braga, Póvoa de Lanhoso, Guimarães, Barcelos, Ponte da Barca, Viana do Castelo ou Ponte de Lima).

 

Em pouco tempo Vilarinho da Furna, desaparecia na paisagem, submersa pelas águas. Extinguia-se um modo de vida e uma comunidade.

 

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Dez anos volvidos, nascia em 1981 o Museu Etnográfico dedicado a esta localidade. Um projeto de Manuel de Azevedo Antunes, Presidente da Associação dos Habitantes de Vilarinho da Furna (FURNA) e antigo habitante da povoação.

 

Hoje, o espaço procura ser uma «mostra viva» daquilo que foram as tradições, atividades e costumes locais. O próprio núcleo expositivo foi construído com objetos originais e pedras retiradas da aldeia, como nos explica fonte dos serviços da instituição.

 

«É outra forma de conhecer a aldeia que, em tempo seco e quando o rio desce, aparece na margem da albufeira», adianta a fonte contactada.

 

No museu, o visitante conta com um acervo que retrata «os últimos anos (1940 - 1970)», composto pela memória fotográfica do território e da gente que habitava a localidade.

 

Uma viagem que resulta do trabalho etnológico feito nos anos de 1940 pelo etnógrafo Jorge Dias, e do qual resultou a monografia “Vilarinho da Furna - uma aldeia comunitária”.

 

Também o fundador do museu, Manuel de Azevedo Antunes, retratou parte da memória ali depositada, e realizada na altura da construção da barragem. Imagens e memórias que podem ser contempladas no espaço.

 

Existem igualmente objectos que foram oferecidos pelos antigos habitantes e textos de várias personalidades das áreas da cultura e ciência que sobre este lugar escreveram, entre elas Jorge Dias, Miguel Torga, Francisco José Veloso e Manuel de Azevedo Antunes.

 

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Um espaço que conta com uma área de 430 me que consagra dois pisos. No rés-do-chão do edifício é possível contemplar um espólio que retrata a vida da comunidade. Já no primeiro andar, textos e fotografias mostram a vida económica local, nos campos agrícolas, com mostra in loco de alfaias agrícolas.

 

Neste piso há ainda uma sala dedicada às tradições, culturais e religiosas, e aos saberes-fazeres da comunidade, com destaque para a tecelagem.

 

Mas também a lida da casa, a confecção do pão, o ciclo do linho são retratos de uma vida em comunidade, estas últimas confiadas às mulheres, que ajudavam também na pastorícia e nos campos agrícolas.

 

Paralelamente, o museu organiza atividades de Educação Ambiental, visitas guiadas a grupos escolares, associações e outras entidades de todo o país.

Alcobaça: gastronomia local à prova na Feira de São Bernardo

Além dos espetáculos e das animações, a Feira de São Bernardo, que decorre entre 20 e 23 de agosto, é também uma oportunidade para experimentar o melhor da gastronomia local de Alcobaça.

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Este ano a novidade será o restaurante dedicado ao Porco Malhado de Alcobaça que irá servir várias propostas confecionadas com base na carne desta raça autóctone do concelho.

 

Saiba mais aqui.

 

«Flor de Aveiro»: sabores conventuais com «identidade» adoçam a cidade da Ria

Ovos-moles, castanhas de ovos, bolo-rei ou o morgado do Buçaco. Estes são apenas alguns dos doces conventuais produzidos pela padaria e pastelaria «Flor de Aveiro», na cidade da Ria. O responsável Pedro Santos refere que «é fundamental manter a qualidade das matérias-primas e criar sabores com identidade». «Só assim temos a garantia de que a tradição secular doceira se mantém fiel às origens», considera.

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A empresa de Pedro Santos, que abraçou o projeto há 14 anos, produz «essencialmente doces conventuais e tradicionais da região de Aveiro».

 

Ovos-moles, castanhas de ovos, bolo-rei ou o morgado do Buçaco são algumas das delícias conventuais produzidas na casa.

 

«O sucesso do nosso negócio incide unicamente num ponto: a qualidade das matérias-primas que utilizamos. Tudo produtos nacionais e fiéis às receitas originais», salienta, acrescentando que «só assim é possível ter um produto de excelência».

 

Prova disso, revela Pedro Santos, é o reconhecimento que os seus doces têm tido nos últimos anos.

 

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O responsável considera importante «manter as tradições gastronómicas locais» e considera «ser fundamental para manter as raízes intactas».

 

«Além disso, é uma mais-valia para a economia regional, já que está provado que a gastronomia é um fator muito importante de atração turística», afirma.

 

Pedro Santos fala ainda da crise económica referindo que esta «não tem sido muito sentida no negócio» e explica porquê: «tivemos que dar a volta por cima, apostar na qualidade. Percebemos que com isso a crise económica que o país atravessa é, muitas vezes, psicológica. Se lutarmos por ter produtos com selo de qualidade, vencemos. Com muito sacrifício, mas é possível».

 

Para já a empresa dedica-se à venda de doces conventuais na loja que tem na Rua de São Bernardo, na cidade de Aveiro, e onde tem igualmente uma valência de padaria.

 

O escoamento do produto, além das fronteiras regionais, estende-se, para já ao canal de distribuição nacional, fazendo chegar a todo o país os ovos-moles e as castanhas de ovos.

 

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Quanto à exportação, a Flor de Aveiro, está neste momento a trabalhar numa «estratégia de negócio que permita começar a exportar, o mais brevemente possível, para toda a Europa».