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Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Rendas de bilros dão nova vida a velhas redes de pesca

As tradicionais rendas de bilros de Vila do Conde integram um projeto inovador em que os fios de antigas redes de pesca são utilizados como matéria-prima.

 

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A iniciativa partiu do município vila-condense que desafiou as rendilheiras locais a darem uma nova roupagem aos seus trabalhos, reutilizando materiais usados pelos pescadores de Caxinas e criando, assim, uma ligação entre duas mais vincadas marcas identitárias deste concelho nortenho.

 

O projeto está ser executado no Museu das Rendas de Vila do Conde, onde uma dezena de artesãs está a preparar os trabalhos que serão mostrados ao público num desfile de moda de bilros, que acontecerá em 3 de junho, na cidade.

 

Os desenhos e coordenação dos trabalhos estão sobre a alçada de Eugénia Cunha, que explicou que estas invulgares rendas de bilros serão, posteriormente, aplicadas em vestidos de uma coleção de moda que tem o mar como elemento inspirador.

 

«Achei que seria oportuno darmos a conhecer um novo modo de fazermos bilros, utilizando estes resto de fios de pesca, que iam para o lixo, e transformando-os em material nobre e mostrando que é possível dar contemporaneidade a esta arte», vincou à Lusa a criadora.

 

Eugénia Cunha confessou que as rendilheiras «aceitaram o desafio com muito entusiasmo», considerando que esta é uma boa maneira de «promover a modernidade das rendas de bilros e a sua transmissão para as novas gerações».

 

«É fundamental que este saber continue a passar de avós para filhas e para netas. Creio que tem sido conseguido, porque já vemos meninas de 5 anos a fazerem bilros. Sinto que ainda há muitas coisas novas para se experimentar», confessou a coordenadora do projeto.

A adaptação das rendilheiras a esta invulgar matéria-prima correu sem grande dificuldade, despertando até, em algumas das artesãs, ligações afetivas e familiares.