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Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

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Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

RAMIREZ colabora na primeira emissão mundial de selos em lata de conserva

O primeiro selo português (D. Maria II) foi lançado em 1853, precisamente no ano da fundação da Ramirez & Cª (Filhos). A coincidência motivou um desafio dos CTT, que pretendem homenagear a indústria conserveira, à Ramirez: a produção da primeira emissão mundial de selos em lata de conserva.

 

Ramirez - CTT - 3.jpg

 

A apresentação desta original emissão filatélica, que incluiu uma cerimónia de obliteração, realizou-se na semana passada na nova unidade industrial da Ramirez, em Lavra, Matosinhos.

 

«Esta colaboração com os CTT representa uma dupla homenagem à indústria conserveira. Para além da coleção de selos que evoca a história da indústria conserveira, estes ainda são embalados e comercializados no interior de uma lata de conserva, que tivemos o orgulho de produzir», explica Manuel Ramirez, presidente do conselho de administração.

 

WTF e sardinhas… em chocolate

 

Utilizar latas de conserva e a sua tecnologia de cravação para embalar outros produtos, para além das sardinhas, das cavalas ou do atum, já não é, porém, uma novidade para a Ramirez.

 

O lançamento da operadora de telecomunicações WTF fez-se com recurso à comercialização de cartões para telemóveis no interior de latas de conserva. Regularmente, por solicitação de um cliente, a Ramirez também embala e crava latas repletas de sardinhas… de chocolate.

 

«Estas são situações excecionais. Por um lado, impõem constrangimentos à produção regular e revestem-se de cuidados especiais, como minimizar a presença de água e outros líquidos. Por outro, é sempre um orgulho para uma empresa a caminho do bicentenário como a Ramirez ter parceiros como os CTT, prestes a comemorar 500 anos e cujas origens remontam ao reinado de D. Manuel I», afirma Manuel Ramirez.

 

Ramirez - CTT - 4.jpg

 

Para esta emissão especial foram produzidas 50 mil latas especialmente serigrafadas, com seis selos cada.

 

A lata e os selos remetem para o passado de sucesso da indústria conserveira, recuperando em fotos e ícones os processos de fabrico de outrora.

 

Os seis selos, cujo valor facial varia entre 0,47€ e 1€, têm uma tiragem de 125 000 exemplares cada. Com um formato de 30,6 X 80 mm, os selos e a lata foram concebidos pelo designer portuense Fernando Pendão.

 

A Ramirez, a laborar desde 1853, produz mais de 55 referências. Do atum às sardinhas, com passagem pela cavala; bacalhau, lulas, polvo, mexilhões ou filetes de anchova. Com 200 colaboradores, produz 45 milhões de latas/ano e fatura €30 milhões/ano.