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Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Caves do Vinho do Porto receberam mais de um milhão de visitantes em 2015

O presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto, Manuel Cabral, disse que em 2015 houve «mais de um milhão de vistas as caves de vinho do Porto».

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«Era interessante» conhecer os investimentos que as empresas proprietárias das caves fizeram, nos últimos anos, nas suas caves, graças à procura turística», adiantou, citado pela Lusa.

 

Manuel Cabral falava na conferência “Vinhos do Porto e do Douro: o Enoturismo e os Caminhos do Futuro”, organizada no Porto pelo grupo editorial Vida Económica.

 

Na abertura desta conferência, o presidente do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP) realçou que «os consumidores gostam cada vez mais de conhecer onde o vinho é produzido» e acrescentou, na região norte de Portugal, «não há outro produto que permita fazer a ligação com o território como o vinho faz».

 

Referiu que, hoje, a atividade turística das caves tornou-se autónoma e generalizou-se entre as empresas, mesmo entre as que se mostravam céticas.

 

«Na Região Demarcada do Douro, as empresas mudaram e reconverteram grande parte das suas infraestruturas, para assim receberam as pessoas» disse Manuel Cabral, depois de ter referido que não defende um «turismo de massas» para a região.

 

Nuno Ferreira, do Turismo do Porto e Norte de Portugal, falou de financiamento comunitário para projetos de enoturismo rural e observou que hoje não é tão fácil obter apoios como era antes, porque o controlo está mais apertado.

 

Afirmou também que «quem se candidata aos apoios tem de ter sempre 25 por cento do capital» que vai ser investido, que pode ir até aos 25 milhões de euros para ser «elegível».

 

Na mesma conferência, o pró-reitor da Universidade do Porto afirmou que «possuir competências turísticas» e proporcionar «momentos únicos memoráveis» são condições essenciais para ser bem-sucedido no enoturismo.

 

Carlos Melo Brito, um economista especializado em marketing e estratégia empresarial, realçou que, no Douro, «o enoturismo tem um elevado potencial devido ao prestígio dos seus vinhos e ao seu património», mas para que a relação entre o vinho e o turismo dê bons resultados implica ter marketing, para se vender o produto.

 

«Estima-se que haja 20 milhões de enoturistas na Europa, que procuram cultura socialização e lazer» e não apenas vinho, destacou Carlos Melo Brito.

 

Fonte: Portugal à Lupa/Lusa