Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Bordado de Castelo Branco mais próximo da certificação

O Bordado de Castelo Branco vai receber, em 2017, a sua certificação de produção.

 

ImageGen.jpg

 

A informação foi divulgada pelo vereador da Cultura da Câmara de Castelo Branco, Fernando Raposo, durante a inauguração da exposição de Colchas de Castelo Branco dos Séculos XVIII e XIX, uma mostra que está inserida na promoção e valorização do bordado.

 

A Câmara Municipal de Castelo Branco apresentou o pedido de registo da produção tradicional “Bordado de Castelo Branco” no Registo Nacional de Produções Artesanais Tradicionais Certificadas, tendo o mesmo merecido o parecer positivo da Comissão Consultiva para a Certificação de Produções Artesanais Tradicionais, em agosto de 2016.

 

O vereador da cultura disse que em 2017, a Câmara Municipal “está em condições de certificar o bordado e a marca” o que irá defender a genuinidade do ex-libris da cidade e da região.

 

Fernando Raposo, falava na inauguração da exposição de Colchas de Castelo Branco dos Séculos XVIII e XIX, que já passou por grandes centros turísticos como Lisboa, Óbidos e Guimarães, e está agora patente no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, até ao dia 5 de fevereiro.

Descobertos fósseis de trilobites com 478 milhões de anos em Marrocos

A equipa de investigadores integra um investigador da UTAD. A descoberta permite interpretar a formação de pistas fósseis muito comuns nos mares do Período Ordovícico da Europa, Ásia, África e América do Sul.

 

Trilobite descoberta em Marrocos com 478 milhões

 

Novos exemplares de trilobites fósseis foram descobertos em Marrocos, onde são visíveis as patas e parte do sistema digestivo. Pertencentes ao Período Ordovícico, os exemplares agora descobertos foram estudados por uma equipa científica que integrou Artur Abreu Sá, docente e investigador do Departamento de Geologia da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e que deu origem a um trabalho publicado no último número da revista Scientific Reports. A equipa de investigadores foi liderada por Juan Carlos Gutiérrez-Marco (CSIC – Universidad Complutense de Madrid) e integra ainda paleontólogos da Universidade de Adelaide, Austrália (Diego García-Bellido) e do Instituto Geológico e Mineiro de Espanha (Isabel Rábano).

 

Neste artigo são descritas as patas e as estruturas digestivas da espécie Megistaspis (Ekeraspis) hammondi, uma trilobite com até 30 cm de comprimento e possuidora de uma grande espinha caudal.

 

“Os apêndices conservam os dois ramos (locomotor e respiratório) típicos das trilobites, mas surpreende que, pela primeira vez, se consiga observar que os três pares de patas locomotoras situados por debaixo da cabeça sejam espinhosos, enquanto as patas torácicas e pigidiais são lisas”, afirma Artur Sá.

 

Os investigadores consideram agora que tal diferenciação deu lugar à geração das pistas fósseis do tipo Cruziana rugosa por parte das diversas trilobites asafídeos que, segundo a sua hipótese, “escavariam com as patas anteriores mantendo a cabeça inclinada para baixo, deixando atrás de si um duplo sulco com os arranhões impressos pelas espinhas destes apêndices anteriores”.

 

Outro exemplar da mesma trilobite marroquina conserva um tubo digestivo no qual desembocam vários pares de glândulas digestivas, que ajudariam a processar o alimento, e que se prolongam a partir de uma parte alargada sob a cabeça.

 

“Esta combinação de caracteres é nova no que respeita ao conhecimento das trilobites, pois as formas com glândulas emparelhadas nunca estavam associadas com um bucho situado entre a boca e o resto do tubo digestivo”, esclarece ainda o investigador.

 

As trilobites foram um grupo bastante comum de artrópodes marinhos, representados durante cerca de 300 milhões de anos nos mares e oceanos do Paleozoico. Entre as mais de 20.000 espécies conhecidas, existem formas lisas e espinhosas e o seu tamanho varia de poucos milímetros a quase um metro de comprimento.

 

Contudo, é apenas comum fossilizar a carapaça dorsal mineralizada por carbonatos, porque as patas eram quitinosas e decompunham-se juntamente com as partes moles das trilobites. Apenas numa dezena de lugares a nível mundial foram encontradas trilobites que preservaram apêndices e partes da sua anatomia interna, aos quais se somam agora uma nova jazida de conservação excecional correspondendo ao chamado “Biota da Fezouata” do sul de Marrocos, recentemente datado com 478 milhões de anos.

 

Os exemplares agora descobertos e estudados encontram-se depositados no Museo Geominero, em Madrid. O Artigo cientifico pode ser consultado em: http://www.nature.com/articles/srep39728.

Campo de Ourique tem mais fermento

Um dos bairros mais carismáticos da cidade de Lisboa tem, a partir de agora, uma Associação cultural que irá fermentar ideias e iniciativas que contribuirão para enriquecer o panorama cultural e artístico a nível local e nacional.

 

foto_Padaria do Povo.jpg

 

A Padaria do Povo, casa e cooperativa centenária de Campo de Ourique que reabriu as suas portas em 2013, apresenta agora a fermento, uma Associação cultural sem fins lucrativos.

 

Este projeto nasce com a missão de tornar o bairro ainda mais atrativo do ponto de vista cultural e artístico, promovendo diversas iniciativas que vão ao encontro dos anseios não só de quem o habita, mas também de todos os que por cá passam.

 

Constituída por um grupo de profissionais de várias esferas artísticas e de comunicação, a fermento pretende ser um espaço de partilha de ideias e palco de novos projetos e iniciativas, individuais e coletivas.

 

Aposta em atividades e ações que possibilitem o desenvolvimento do potencial criativo e do pensamento crítico. Workshops de escrita criativa, cursos de teatro e pintura, exposições, eventos e ateliers diversos, para todas as idades, são algumas das atividades que irão fazer parte da programação da fermento, com sede na Padaria do Povo.

 

Para os próximos meses já estão a ser fermentadas duas palestras: “Porque nos apaixonamos pelas pessoas erradas?” e o “Ciúme é verde?”, apresentadas pela psicóloga clínica Ana Cardoso de Oliveira, um workshop de PNL – Programação Neurolinguística, entre outras iniciativas. Mais informações e agenda disponíveis aqui.