Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Em Valença há 50 formas de saborear o chocolate

Gosta de Chocolate? Se sim, Valença está na rota do seu destino. A cidade proporciona mais de 50 formas de saborear e sentir os aromas do chocolate, na Fortaleza de Chocolate, entre 6 e 11 de dezembro.

 

3524.jpg

 

Esta é uma feira mostra dedicada, em exclusivo, à degustação e compra de produtos à base de chocolate.

 

Cascatas, os fondues, os crepes, os waffles, os brigadeiros, as trufas, os bombons, os torrões, as espetadas de fruta, as bombocas, a ginja e tantos outros produtos em que o chocolate é a marca dominante, em Valença.

 

A feira contará com a presença de doceiros, pasteleiros, produtores de chocolate e chocolatiers portugueses e espanhóis.

 

Nestes dias pode apreender a cozinhar com chocolate, nas sessões de showcooking de chocolate, em especial  cake pops e muffins.

 

Uma experiência para pequenos e graúdos. A animação do certame contará, ainda, com animações especiais para os mais pequenos em especial pinturas faciais e de balões.

 

A Fortaleza de Chocolate  abre terça-feira, 6 de dezembro e prolonga-se até domingo, 11 de dezembro e funcionará entre as 10h e as 20h00, à exceção  de terça-feira que abre às 14h.

 

O acesso à Fortaleza de Chocolate é gratuito.

Vale de Ílhavo: aqui ainda mandam as padeiras

Vale de Ílhavo, povoação rural do concelho de Ílhavo, é casa das famosas padas, um pão tradicional, com forma peculiar, que as padeiras da terra tornaram famoso. Além do pão, os folares são outra especialidade que tornou este local popular, na região e no país. Das 30 padeiras que chegaram a laborar na localidade, resta hoje metade.

 

pao ilhavo 01.jpg

 

Banhada pelas tradições e labores associados ao mar, Ílhavo é terra que não assenta apenas na feição marítima. O concelho também cheira e sabe a pão cozido no forno a lenha. E, aqui, as padas e o folar de Vale de Ílhavo não deixam ficar mal o nome do lugar.

 

Uma tradição que nos leva a Norte, à localidade de Vale de Ílhavo, numa noite fria de final de outubro. Uma incursão até à rua onde habita uma das guardiãs do tradicional pão. Atrás de um portão de garagem ainda se produz um dos legados gastronómicos mais significativos da região.

 

Recebe-nos José Ferraz, proprietário de uma padaria. A esposa, padeira de «mão cheia», como sublinha José, recusa-se a falar à reportagem. Pesa a timidez.

 

José, pelo contrário, de verve fácil, presta-se a conduzir-nos nesta viagem pelas famosas padas de Vale de Ílhavo.  

 

A história de Vale de Ílhavo, das padas e das suas padeiras «é fácil de explicar», frisa o nosso anfitrião. Outrora, este era um grande centro produtor de cereais e com muitos moinhos. A população, desde cedo, aprendeu a «aproveitar o melhor que a terra dava», prossegue José Ferraz.

 

«A minha mulher começou a cozer padas aos 15 anos. Há 39 que faz Pão de Ílhavo», recorda o responsável desta padaria.

 

Segredo para este pão «não há», assegura, lembrando que fermento, sal, farinha e água «são a chave da receita. São muito diferentes de todos os restantes pães porque quando são feitos, depois de amassada a massa e tendida, o produto é dividido em dois, para lhe dar a forma correta».

 

«Talvez o segredo, se é que há, é o facto de a farinha não ser tão refinada. Há vários tipos de crivo, como sabe, e quanto mais crivada a farinha é, mais fina se torna. Além disso, o facto de o pão ser cozido no calor do forno de lenha, ajuda a dar o sabor que pretendemos», afiança José Ferraz.

 

A boa disposição reinante não invalida que o proprietário da padaria não queira apressar a conversa. José levanta-se, invariavelmente, às duas da manhã. «E já são oito da noite», alerta, em tom de simpático aviso.

 

pao ilhavo 02.jpg

 

Da casa saem diariamente entre 200 a 300 padas. «Distribuo na região e vendo em algumas lojas do concelho», informa José Ferraz às quintas, sextas e sábados confeciona também os pães doces e os folares de ovos.

 

O folar, de fabrico caseiro artesanal, é outro produto muito conhecido em Vale de Ílhavo. Uma produção com considerável incremento em épocas festivas como o Carnaval e a Páscoa.

 

«O folar é feito com correias de massa para cobrir os ovos cozidos (com casca) que o enfeitam», explica José, que adianta «não haver folar igual por esse país fora».Noutros tempos, recorda José, já chegaram a ser 30 as padeiras de Vale de Ílhavo. «Agora são umas 15, se tanto», diz.

 

Para perpetuar a tradição e incentivar a produção local, a autarquia de Ílhavo promove há vários anos a Rota das Padeiras.

“Fundão, Aqui Come-se Bem” – Festival da Tibórnia

O Município do Fundão organiza, de 5 a 23 de dezembro, o Festival Gastronómico “Fundão, Aqui Come-se Bem” – Festival da Tibórnia, em 24 restaurantes e seis pastelarias do concelho do Fundão.

 

azeitonas 3.jpg

 

Neste festival irão participar os restaurantes A Moagem, Alambique de Ouro, As Tílias, Boguinhas, Cantinho dos Grelhados, Cascata, Fiado Restaurante, Garfo Dourado, Hermínia, Hotel Rural Casa da Eira, Marisqueira Bela Vista, O Beiral, O Calhambeque, O Cerejal, O Fernandes, O Lagarto, O Mário, O Parque, O Pipo, O Telhas, Paladar’te, Papas e Migas, Ponto Come e Snack-Bar Sítio do Vale. Irão ainda participar as pastelarias Arte e Doce, Formiga, Flor do Fundão, Laranjinha, Paris e Salgados da Ana.

 

De acordo com a autarquia, este festival surge como «forma de preservar um dos costumes mais importantes no que se refere à prova do azeite novo, a tibórnia ou tibornada, e pretende não só conservar esta tradição, mas também dar as “boas vindas” ao bom azeite novo que se produz na Cova da Beira, valorizando-o e promovendo-o enquanto produto fundamental na dieta mediterrânea».

 

Durante este período serão também promovidas várias experiências ligadas ao azeite novo, como participar na colheita da azeitona, visitar os lagares e provar os azeites novos.