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Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Portugal à Lupa

Há 13 anos a calcorrear o País como jornalista, percebi há muito que não valorizamos, como devíamos, o que é nosso. Este é um espaço que valoriza Portugal e o melhor que somos enquanto Povo.

Cabra Preta de Montesinho é raça protegida de Trás-os-Montes

A região de Trás-os-Montes tem mais uma raça autóctone protegida e apoios aos produtores com o recente reconhecimento da Cabra Preta de Montesinho, responsável por um dos pratos mais apreciados na região, o Cabrito de Montesinho.

 

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A raça praticamente em vias de extinção já tem livro genealógico, um programa de preservação e melhoramento e apoios aos produtores dentro do Plano de Desenvolvimento Regional, o PDR.

 

O solar da raça são os concelhos de Vinhais e Bragança e o Parque Biológico de Vinhais, onde se encontram diferentes espécies da região, é o primeiro criador com animais inscritos no livro genealógico, afirmou a diretora Carla Alves, citada pela Lusa.

Doçaria regional portuguesa e chá asiático fundem-se em Macau

A doçaria regional portuguesa instalou-se há poucas semanas em Macau para ser servida com o chá asiático numa cidade em que o casamento histórico entre oriente e ocidente permanece uma imagem de marca.

 

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Pastéis de Águeda, beijinhos de Pombal ou ovos moles de Aveiro começaram a ser vendidos e servidos recentemente na "Casa da Rocha - confeitos portugueses e chás da Ásia", no coração de Macau, a cidade que é desde 1999 uma região da China como administração especial, mas que durante mais de 400 anos esteve em mãos portuguesas.

 

Apesar desta história, em Macau não há uma tradição do chá e de casas de chá como noutras regiões da China. E também não ficou na cidade uma tradição de doçaria portuguesa, ao contrário de outros pontos da Ásia por onde passaram os portugueses ou de outros produtos ou tradições oriundos de Portugal.

 

«É estranho», admite Rui Rocha à Lusa, o dono da Casa da Rocha, ex-diretor do Instituto Português do Oriente (IPOR) e atual diretor do Departamento de Língua Portuguesa e Cultura dos Países de Língua portuguesa da Universidade Cidade de Macau.

 

Apesar de profundo conhecedor de Macau, da sua história e tradições, confessa não encontrar uma razão para isto: «Macau é uma cidade muito complexa, muito estranha».

 

Ele próprio, como a Casa da Rocha (por se situar na Calçada da Rocha) é um símbolo do encontro entre oriente e ocidente que é Macau. Nascido em Portugal, a mãe é de Macau. Desembarcou na cidade em 1983 e é um apreciador, conhecedor e estudioso do chá.

 

Ir à Casa da Rocha é, por isso, mais do que um simples momento para apreciar um chá e comer um bolinho vindo diretamente de Portugal.

 

Com este anfitrião, muito provavelmente, tornar-se-á numa lição sobre as 136 variedades de chá verde que há na China, de que Rui Rocha diz "só" conhecer «cerca de 50%», a arte de o preparar e a forma adequada de o apreciar.

 

Aos chás da China, Vietname, Tailândia e Japão juntam-se doces de diversos pontos de Portugal, que a clientela, maioritariamente portuguesa, tem feito esgotar em pouco tempo, assim que chega uma remessa de Lisboa, aparentemente ávida por reencontrar sabores originais e não os «arremedos maus» à venda nas pastelarias e montras de Macau, como o omnipresente 'egg tart' ou 'portuguese tart', de cara igual ao pastel de nata.

 

Na Casa da Rocha, chás e doces são servidos sobre mesas de madeira chinesas com tampos de azulejos azuis e brancos, feitos nos ateliês da Casa de Portugal em Macau. Em volta, prateleiras com bules chineses.

 

«Queremos que seja também um espaço de cultura», diz Rui Rocha, que pretende abrir a sua casa a artistas ou outras pessoas que queiram fazer exposições e apresentações ou 'workshops', por exemplo.

Pica no Chão em Arcos de Valdevez

No próximo fim de semana, dias 22 e 23 de outubro, Arcos de Valdevez será palco de mais uma edição dos “Ciclos Gastronómicos”, retornando às mesas dos restaurantes arcuenses o tradicional “Arroz de Pica no Chão”, acompanhado dos vinhos verdes da região.

 

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Este é um prato que faz parte de um vasto e rico património gastronómico concelhio que defende a qualidade dos produtos locais de criação caseira e biológica, como atributo fundamental na confeção desta iguaria; muito vulgar é também a designação deste prato por “Arroz de cabidela”.

 

Em Arcos de Valdevez poderá também deliciar-se com sobremesas assentes na doçaria tradicional arcuense, com destaque para os “Charutos de Ovos com Laranja de Ermelo”, o “Bolo de Mel” e o “Bolo de Discos”.